Uma nova cena de violência contra a mulher, registrada dentro de um elevador, trouxe à memória dos brasileiros um dos episódios mais chocantes de 2025. Naquela ocasião, uma mulher recebeu 61 socos do então namorado em um condomínio de Natal, no Rio Grande do Norte. Agora, em novembro de 2026, outro ataque brutal foi registrado no Rio de Janeiro.

O novo caso aconteceu na madrugada de quinta-feira (5), em um condomínio na Avenida Maracanã, na Zona Norte da capital fluminense. Um lutador de jiu-jítsu, identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, foi preso após agredir vizinhas, incluindo uma mulher que acabou espancada dentro do elevador do prédio.

Publicidade

As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima é surpreendida pelo agressor. Durante aproximadamente três minutos, ela recebe socos, chutes e cotoveladas, além de sofrer golpes de estrangulamento. Mesmo caída no chão, a mulher continua sendo atacada.

Segundo as investigações, a violência começou após uma confusão no apartamento do suspeito. Ele teria invadido outras residências do condomínio e ameaçado moradores de morte. Uma mulher de 65 anos também foi agredida e precisou ser hospitalizada.

A Polícia Militar foi acionada e, durante a abordagem, o lutador teria resistido à prisão e tentado tomar a arma de um policial. Ele acabou baleado na perna e posteriormente foi encaminhado ao sistema penitenciário de Benfica.

O suspeito é investigado por tentativa de feminicídio, ameaça, invasão de domicílio, lesão corporal e resistência.

Caso dos 61 socos chocou o Brasil em 2025

A semelhança entre os episódios chama a atenção. Em 26 de julho de 2025, a empresária Juliana Garcia dos Santos foi agredida com 61 socos em apenas 36 segundos pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, dentro de um elevador em Natal.

As imagens circularam pelas redes sociais e provocaram indignação em todo o país. A vítima sofreu múltiplas fraturas no rosto e precisou passar por uma cirurgia de reconstrução facial.

Igor foi preso em flagrante, e o caso passou a ser investigado como tentativa de feminicídio. A violência registrada pelas câmeras tornou-se um símbolo da gravidade das agressões contra mulheres no Brasil.

Dois casos, cidades diferentes e a mesma violência

Embora os episódios tenham ocorrido em circunstâncias distintas e não exista ligação conhecida entre os envolvidos, ambos apresentam uma semelhança preocupante: mulheres foram violentamente agredidas em elevadores de condomínios, com os ataques registrados por sistemas de segurança.

No caso de Natal, a agressão foi cometida pelo então companheiro da vítima. Já no Rio de Janeiro, o suspeito atacou moradoras do próprio condomínio.

A repetição de cenas semelhantes, pouco mais de um ano depois, reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a importância da denúncia e da responsabilização dos agressores.