Um morador de Rio Pardo foi vítima de um golpe que resultou em um prejuízo financeiro de R$ 3.700. O criminoso utilizou o WhatsApp para se passar pelo advogado responsável por uma ação judicial envolvendo a vítima e conseguiu convencê-la a realizar transferências bancárias.

A fraude aconteceu na última quarta-feira, dia 7 de outubro, e foi registrada como estelionato. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Criminoso utilizou processo judicial para enganar a vítima

Conforme as informações divulgadas, o homem possui uma ação em andamento na Justiça e aguarda o recebimento de valores relacionados ao processo.

Aproveitando-se dessa situação, o golpista entrou em contato por meio de um número de WhatsApp que a vítima acreditava pertencer ao profissional responsável por sua representação judicial.

Durante a conversa, o criminoso apresentou informações relacionadas ao processo e afirmou que outra pessoa, supostamente ligada à Justiça, entraria em contato para dar continuidade aos procedimentos necessários para a liberação do dinheiro.

A abordagem fez com que o morador acreditasse na legitimidade das mensagens recebidas.

Vítima realizou duas transferências via Pix

Na sequência, o homem recebeu orientações para realizar procedimentos bancários que, segundo o golpista, seriam necessários para permitir o recebimento dos valores da ação judicial.

Sem perceber que estava sendo enganado, o morador efetuou duas transferências via Pix para contas indicadas pelo criminoso.

A primeira transferência foi de R$ 3 mil, enquanto a segunda foi de R$ 700, totalizando um prejuízo de R$ 3.700.

Somente depois de concluir as operações a vítima percebeu que havia caído em um golpe e procurou contestar as movimentações financeiras.

Um detalhe que chama a atenção é que, mesmo após a descoberta da fraude, o responsável pelo golpe continuou tentando manter contato com o morador.

Polícia Civil investiga o caso

A ocorrência foi registrada como estelionato e passou a ser investigada pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da fraude e identificar o responsável.

A identidade da vítima não foi divulgada.

Entenda como funciona o golpe do falso advogado

O chamado golpe do falso advogado tem feito vítimas em diferentes regiões do país.

Nessa modalidade de fraude, criminosos utilizam informações de processos judiciais, muitas vezes disponíveis em consultas públicas, para identificar pessoas que possuem ações em andamento.

Com esses dados, os golpistas entram em contato com as vítimas, geralmente por aplicativos de mensagens, e se apresentam como advogados ou integrantes de escritórios jurídicos.

Para tornar a abordagem mais convincente, podem mencionar números de processos, valores de indenizações e outras informações relacionadas às ações judiciais.

Em seguida, solicitam pagamentos antecipados, transferências via Pix ou procedimentos bancários sob a justificativa de que seriam necessários para liberar valores supostamente disponíveis.

Como evitar esse tipo de fraude?

A principal orientação é desconfiar de mensagens inesperadas que solicitem transferências financeiras relacionadas a processos judiciais.

Antes de realizar qualquer pagamento, é fundamental entrar em contato diretamente com o advogado responsável, utilizando um número de telefone já conhecido e confirmado anteriormente.

Também é importante não compartilhar senhas, códigos de segurança ou informações bancárias com pessoas que entram em contato por aplicativos de mensagens.

Quem suspeitar de uma tentativa de golpe deve preservar as conversas, os números utilizados e eventuais comprovantes de transferências para auxiliar no registro da ocorrência.

O caso registrado em Rio Pardo serve de alerta para outras pessoas que possuem ações judiciais em andamento, especialmente aquelas que aguardam o recebimento de indenizações ou outros valores pela Justiça.